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Quando se fala em Indústria Cultural, é importante
destacar que ela é fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até
mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Mas o que é Indústria
Cultural? Podemos dizer que é tudo o que é produzido pelo sistema
industrializado de produção cultural (TV, rádio, jornal, revistas, etc.)
elaborado de forma a influenciar,
aumentar o consumo, transformar hábitos, educar, informar, pretendendo-se
ainda, em alguns casos ser capaz de atingir a sociedade como todo.
Assim, cada vez mais, a máquina da Indústria
Cultural, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo dos
mesmo e exclui tudo o que é novo, tudo o que ela configura como risco. A
identidade do domínio que a indústria cultura exerce sobre os indivíduos,
aquilo que ela oferece de continuamente novo não é mais do que a representação,
sob formas diferentes, de algo que é sempre igual; a mudança oculta um
esqueleto, no qual muda tão pouco com no próprio conceito de lucro, deste que
este adquiriu o predomínio sobre a cultura.
Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o
reforço das normas sociais, repetidas vezes até a exaustão, sem discussão.
Ela fabrica seus produtos com a finalidade de: a) serem trocados por moeda, b)
promover a deturpação e a degradação do gosto popular, c) obter uma atitude
sempre passiva do consumidor simplificando ao máximo seus produtos. Eles são
construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor.
Segundo Adorno (1944) Cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que
domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.
O consumo desses produtos, pode levar à alienação/revelação,
entendido como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre
si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com
isso em mero joguete e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que
o envolve.
Os conteúdos veiculados pela indústria cultural, são
objetos de análise de muitos estudiosos, que dizem que os produtos da Indústria
Cultural serão bons ou maus, alienantes ou reveladores, conforme a mensagem por
eles vinculada. Com efeito, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a
que se vê, já que aquela escapa ao controle da consciência, não será
impedida. Sendo assim, não está impedida pelas resistências psicológicas aos
consumos e penetra provavelmente no inconsciente dos espectadores.
Neste momento, vale destacar a importância do
fascinante mundo publicitário para a afirmação, manutenção e sobrevivência
da Indústria Cultural. Este é um outro mundo que nos é mostrado dentro de
cada anúncio, onde produtos são sedimentos e a morte não existe. É parecido
com a vida e, no entanto, completamente diferente, posto que é sempre bem
sucedido. Nele não habitam a dor, a miséria, a angústia e onde existem seres
vivos mas, paradoxalmente, dele se ausenta a fragilidade humana. Um mundo nem
enganoso nem verdadeiro, simplesmente um mundo “mágico”.
A função manifesta da publicidade é aquela de
“vender um produto”, “aumentar o consumo” e “abrir mercados”. Se
compararmos ao fenômeno do “consumo de anúncios” e o de “produtos”,
podemos perceber que o volume de “consumo” implicado no primeiro é
infinitamente superior ao do segundo. Em cada anúncio “vende-se” estilo de
vida, sensações, visões de mundo, relações humanas, sistemas de classificação,
hierarquia, etc, em quantidades significativamente maiores que geladeiras,
roupas ou cigarros.
No entanto, a recepção e a apropriação dos
produtos da mídia são processos sociais complexos em que indivíduos –
interagindo com outros e também com os personagens retratados nos programas
dão sentido às mensagens de uma forma ativa, as adotam com atitudes
diversas e as usam diferentemente no cursos de suas vidas. Simplesmente não é
possível inferir, das características das mensagens da mídia consideradas em
si mesmas, os variados aspectos dos processos de recepção.
Os programas feitos pelo sistema de televisão
comercial inevitavelmente veicularão valores do consumismo, tanto nos programas
em si quanto na propaganda, que constitui a base financeira do sistema. O modo
de recepção pela TV é coletivizante, ao contrário do que ocorre no processo
de leitura, experiência individual por excelência. De fato, a TV não permite
um ponto de vista exatamente privado sobre as coisas. Nem permite, à primeira
vista, o não-envolvimento com o assunto abordado: por exemplo, uma coisa é ler
no jornal que “foram fuzilados quinze revolucionários e outra bem diferente
é ver na tela da TV, em nossa casa, pessoas vivas também para trás
sob o impacto das balas estraçalhantes, enquanto os membros do pelotão
de fuzilamento gritam de satisfação.”
Ela apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes
e grotescos do comercialismo em particular e do capitalismo em geral. Os poucos
veículos de massa subtraídos ao mercantilismo, se caracterizam pela existência
de estímulos à atividade crítica. Nossa indústria cultural está bastante
voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a
norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os
“enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são
veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos,
banalizadas.
Ainda assim, apresenta fatias mais populares,
ou popularescas, e fatias mais eruditas, ou “erudicizantes”. De um lado, na
TV, são programas como do “Sílvio Santos, Mega Tom, Bolinha, Raul Gil”; e
de outro, os Concertos Internacionais e os raros programas de entrevistas ou
debates, além dos sempre abordados e eternamente retomados “Teatros na TV”.
Podemos observar ainda que nossa a
indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração,
e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Nos dias atuais, com a globalização da
comunicação, não se elimina o caráter localizado da apropriação das
mensagens, mas cria-se um novo tipo de eixo simbólico no mundo moderno, sendo
estes a difusão globalizada de mensagens e as diversas formas de apropriação
localizada.
Todos esses aspectos que envolvem o ambiente da
Indústria Cultural dos últimos tempos, tem sofrido contínuas transformações.
Em parte isto é o resultado da intensificação de processos iniciados
recentemente: o crescimento de conglomerados da comunicação continua a
propagar suas atividades predatórias e o aprofundamento dos processos de
globalização, aproximando as partes mais distantes do globo por meio de teias
de interdependência comunicativa.
Mas o que é fundamental no problema da
comunicação e da Indústria Cultural não está nem na questão quantitativa,
nem na questão da natureza ou conteúdo das mensagens divulgadas, mas na
estrutura mental e psíquica dos indivíduos receptores dessas informações.
Nosso objetivo, com este trabalho que é se
estimule nossa capacidade crítica para que possamos fazer uma discussão sobre
alguns temas específicos, analisando a atuação dessa indústria cultural e
detectando como tem sido sua atuação e presença no mundo atual. A seguir,
vejamos os temas escolhidos e o que cada um propõe para ser debatido e
estudado:
As grandes estrelas são chamadas por Edgar Morin
(1975) de Olimpianos. Estão entre o imaginário e o real, ao mesmo tempo
humanos e divinos. São vedetes da cultura de massa que explora o lado humano
delas, através da sua vida privado e o lado sobre humano, através dos papeis
que encarnam.
A publicidade é quem mais explora o lado sobre
humano das estrelas. Ao perceber que elas se tornaram modelos de beleza, os
publicitários se utilizaram dessa características para vender vários
prudutos. As estrelas são divinizadas, mais que objetos de admiração, se
tornaram modelos culturais. A cultura de massa tende a cristalizar esses modelos
e derrubar os antigos.
Vivemos cercados de mitos e ilusões criados
pela cultura dos olimpianos. A função de um certo tipo de espelho é cada vez
mais gritante no mundo atual. Os “nossos” espelhos refletindo modelos,
estilos de vida e amor.
A religião absorvida pela Indústria Cultural se dá
em conseqüência da ampliação dessa indústria a todos os valores culturais e
de uma maior homogeneização dos bens e de sua produção em série.
A exploração comercial de produtos religiosos
reforça a dominação técnica dos meios de produção de massa (TVs, rádios,
jornais, revistas, internet, etc.), descaracterizando de certa forma seu sentido
religioso que passa a ser mercadoria.
A comercialização desses produtos é moldada
para agradar aos padrões da massa. Estes produtos poder ser terços, imagens de
santos, água benta ou o próprio líder religioso, consumido em programas de
auditório ou showmícios.
A indústria da TV brasileira hoje é poderosa, capaz
de estimular o desejo, ditar comportamentos, moda e estilo de vida. Ela trabalha
no intuito de vender seus produtos, associando-se aos artistas famosos e aos
momentos “maravilhosos” de uma novela: uma roupa bonita usada pela atriz da
novela das 8, o sapato do galã apresentador de um programa. Tudo é
meticulosamente preparado para o sonho do telespectador.
Assim, milhares de produtos são adquiridos
pelos consumidores, que desejam poder se identificar com o seu ídolo que
propagandeou o produto, sem que possa ter tempo de refletir sobre essa manipulação
da indústria cultural na TV.
Nossa página, irá mostrar os programas
produzidos principalmente pela famosa TV Tupi, colocando como eles são
produzidos e qual a finalidade ou o resultado obtido por eles com relação à
receptividade do espectador. Também abordaremos princípios que norteiam essa
receptividade. E, finalizando, relataremos um pouco sobre a vida de Assis
Chateubriand, que foi o criador e dono da TV Tupi e de Flávio Cavalcanti,
famoso apresentador de programas de sucesso dessa mesma emissora.
O erotismo está cada vez mais presente em nosso
cotidiano. Os filmes, revistas, programas de TV estão cada vez mais apimentados
com imagens eróticas. Estas imagens invadem principalmente a publicidade, que
utiliza ícones sexuais que nos convidam a todo instante a consumir produtos das
mais variadas espécies, inclusive aqueles que não estão diretamente ligados
ao sexo.
A indústria cultural utiliza o desejo e o
sonho como ingredientes no jogo da oferta e da procura, atingindo assim, seu
principal objetivo – o lucro. Os produtos lançados no mercado, tem sua
finalidade principal submersa pela finalidade erótica.
Essas técnicas de erotismo, a super exposição
do corpo, banalizaram o sexo, que hoje, é visto por muitos, como “coisa”
banal, uma mercadoria.
Os meios de comunicação são um espelho da
realidade, portanto, a violência apresentada é somente
um reflexo do meio social em que a mídia está inserida – TV, jogos
eletrônicos, filmes, etc.
No Brasil, para a maioria, as metrópolis são
o cenário para a violência urbana, que é causada por entre outros motivos,
pelo desemprego, baixos salários e o aumento do número de miseráveis.
O jogador é escravo dos clubes? O torcedor virou
consumidor? Venha conhecer e discutir esses assuntos e sobre a profissionalização
da indústria do futebol.
Outros link´s relacionados com este assunto
http://www.geocities.com/CollegePark/Campus/9517/human.htm
Neste site, o autor faz um debate superficial sobre a influência da mídia na
morte da Princesa Diana
http://www.artdesign.hpg.com.br/paginas/tc/index_tc.htm
Analise do jornal Nacional
http://doxa.iuperj.br/
Criado em 1996, no IUPERJ, com o objetivo de organizar um acervo sobre
propaganda política, jornalismo político e
pesquisas de opinião pública, e realizar investigações nas áreas de Eleições,
Formação da Opinião Pública e Decisão do Voto. Coordenada pelo professor
Marcus Figueiredo, a equipe do laboratório conta hoje com seis pesquisadores e
três estagiárias.
http://www.artdesign.hpg.com.br/paginas/desafios/habilidades.htm
O que os estudantes precisam saber para serem bem sucedidos no próximo Século. Pais, educadores e outras
pessoas precisam preparar as crianças para serem bem sucedidas no mundo de
amanhã, proporcionando a eles não somente competência técnica, mas aptidões
e ética interpessoais também.
http://www.geocities.com/Hollywood/Hills/3226/tvrank.html
O que há de melhor na televisão, na opinião dos internautas
http://members.xoom.com/MundoReal/entrando2.html
Crítica às novelas da Rede Globo
http://www.facom.ufba.br/textos/index.html
Revista de Comunicação e Cultura
http://www.cebela.org.br/revista.html
A revista Comunicação&política, que conta com o patrocínio do Conselho
Nacional de Pesquisas Científicas (CNPq), tem periodicidade quadrimestral e
pretende divulgar a produção científico-acadêmica da área, sem perder de
vista a contribuição que os temas tratados e suas respectivas abordagens
possam trazer à ampliação do debate político. Ao associar-se ao Centro
Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CEBELA) você receberá uma assinatura
com três números anuais da revista Comunicação&política, além de poder
contar com os serviços fornecidos pelo CEBELA
http://www.facom.ufba.br/textos/index.html
Textos de Cultura e Comunicação é uma revista semestral do departamento de
Comunicação e doPrograma de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura
Contemporânea da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.